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sexta-feira, 28 de junho de 2013

O momento do “pulo do gato”?

Tudo dependerá do quão preparado e consciente de qualquer movimento um profissional está e o quanto ele é capaz de transformar dados de realidade em experiência ou frustração






Todos nós, em algum momento da vida, passamos por mudanças, sejam elas pessoais e/ou profissionais. Isso se dá, inclusive, no momento de uma transição de carreira, quando é preciso que o profissional avalie qual o seu real objetivo. Afinal, uma decisão precipitada pode ocasionar resultados negativos ou contrários ao que foi planejado.

O que determina se o momento vivido é do "pulo do gato" ou de frustração dependerá do quão preparado e consciente de qualquer movimento um profissional está e o quanto ele é capaz de transformar dados de realidade em experiência ou frustração. Quanto maior a capacidade de transformar acontecimentos em experiência melhor. Para isso é fundamental que o profissional esteja preparado para lidar com as mudanças da organização, do mercado, do mundo, mas acima de tudo com o impacto que estas causam nele.

Essa busca por novas oportunidades no mercado de trabalho é sempre uma soma de vários fatores que faz com que o profissional procure uma transição de carreira, como aspectos financeiros, a realização pessoal, a mudança de ambiente e o desafio. E claro que um mercado “comprador” também instiga esses talentos a buscarem uma transição. Já em um mercado mais contraído, essa busca por novas oportunidades tende a diminuir.

Outro fator que impulsiona o profissional é a busca pela melhoria da qualidade de vida. O que muitas vezes pode se tornar uma armadilha, já que nada garante que essa tão sonhada qualidade de vida será encontrada no novo emprego ou se o profissional levará consigo toda a sua bagagem que o impede de ter uma atitude diferente em relação as tarefas a serem realizadas. 

Com isso, é necessário refletirmos que o conceito de qualidade de vida é diferente para cada indivíduo. Para algumas pessoas isto significa, por exemplo, ter horário flexível, podendo exercer suas atividades às 10 horas da manhã ou às 22 horas. Já para outros profissionais pode ser exatamente o contrário: para ter qualidade de vida é preciso ter horário fixo para manter uma rotina.

Não podemos ignorar que a lei da oferta e da procura exerce influência na busca por novas oportunidades no mercado. Os ciclos econômicos dão ao profissional maior ou menor possibilidade de escolha. À medida que tenho um mercado com escassez de pessoas com minha expertise eu poderei identificar aquelas oportunidades que melhor se alinham com as minhas necessidades em relação à cultura da empresa, ao perfil do meu potencial gestor, à possibilidade de crescimento e aos tipos de desafios

Esses questionamentos revelam que cada vez mais se trata de uma escolha mútua. Não é apenas a empresa que escolhe o candidato, mas também o candidato avalia a organização em que ele quer atuar. Isso certamente é uma mudança de modelo. 

Para aqueles que buscam uma transição, é importante ter um checklist dos itens que devem ser investigados em si próprio e em seu futuro empregador. Não se iluda com seus desejos imediatos de uma mudança, não se seduza pelas promessas superficiais de uma entrevista. Efetivamente investigue suas próprias motivações, fatores de satisfação e insatisfação profissional e se certifique de que as empresas que você abordará ou que te buscarem efetivamente farão frente a essas questões. Busque referências de seu futuro empregador, como buscarão de você.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Produtividade: por onde começar?

A produtividade interfere diretamente na rentabilidade, ou seja, no quanto a empresa lucra para cada real investido no seu negócio





Nestes tempos intranquilos em que vivemos de economia internacional apertada, do baixo crescimento do PIB brasileiro, da acirrada concorrência dos importados e pela própria agilidade em que mudanças ocorrem na sociedade proporcionada pelo alto padrão da tecnologia, a atenção para a produtividade tem que ser redobrada. 


Vamos entender! A produtividade interfere diretamente na rentabilidade, ou seja, no quanto a empresa lucra para cada real investido no seu negócio. Por isso, ter produtividade é de interesse estratégico e é uma avaliação que deve ser permanente. Em síntese, quanto maior a produção pelo menor custo, maior é o seu ganho. Ter produtividade é ter capacidade de competir e isso é condição de permanência no mercado.

Não é só na indústria que se mede o índice de produtividade. No varejo, por exemplo, esse índice é a venda por metro quadrado da área a ser vendida. Quanto maior a venda do metro quadrado, maior o ganho de produtividade pelo maior volume de negócios no mesmo espaço, tornando assim os custos da loja relativamente menor. Em empresas de prestação de serviços, outro exemplo, a melhor medição é o volume de negócios dividido pelo número de colaboradores ou faturamento por pessoa.

Por onde então começar o trabalho de melhorar a produtividade? Quando se tem aumento de escala decorrente do crescimento das vendas, geralmente o que primeiro acontece é a redução dos custos pela imediata e total ocupação da capacidade ociosa. O bicho pega quando se tem que fazer investimentos de ampliação e processos para atender uma produção ainda maior.

Neste caso, com a produção acima da capacidade, um detalhado diagnóstico é necessário ser feito porque vários fatores entram em consideração, em especial a visão de longo prazo. É recomendável que se faça um planejamento financeiro e estratégico para dar o devido respaldo. Mas, há um ponto a ser observado que antecede a tudo isso. Trata-se da cadeia de valores. É por onde damos os primeiros passos para as melhorias da produtividade ideal.

Quando se observa uma empresa operar, identificamos o que cada colaborador faz, para quem e por que. Quando mapeamos isso, entendemos claramente a origem dos custos. É nesse momento que colocamos a lente de aumento para ampliar bem os detalhes.

O próximo passo é classificarmos essas pessoas em apenas duas categorias: as que pertencem às atividades primárias e as que pertencem às atividades de suporte. As atividades primárias são aquelas que criam valores. Aquelas atividades ligadas à produção, inovação, venda, marketing, logística e pós-venda. Criam valores porque geram faturamento, receita, giro e lucro.

As atividades de suporte, por outro lado, não criam valores, mas são aquelas que proporcionam condições para que as atividades primárias possam acontecer. São as ligadas à infraestrutura, administração, recursos humanos, pesquisa e desenvolvimento e compras.

As atividades que não agregam valor são importantes para as que criam. Uma joga na defesa e a outra no ataque. O que temos que observar nessa maneira de qualificar os setores e as pessoas envolvidas, é como deveremos tratá-los. Treinar, contratar, demitir, remanejar e aperfeiçoar as competências, considerando a sua posição no conjunto da empresa.

Quando chegamos nesse ponto é que começamos a pensar e agir na produtividade, diretamente no rendimento da operação e das pessoas. Só depois é que poderemos desenvolver processos, definir investimentos em instalações, sistemas e equipamentos e que por vezes nem precisam ser feitos.

A melhoria dos índices de produtividade tem o seu começo no entendimento e aplicação dos conceitos da cadeia de valores que correspondem ao permanente cuidado na alocação dos recursos. A própria arrumação da casa pode trazer um resultado imediato.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Coaching: o treinamento da excelência profissional





O ex-presidente Bill Clinton tinha um coach. A apresentadora Oprah Winfrey usou este auxílio para ajudá-la a chegar ao topo em sua carreira e, claro, os principais astros do esporte também recorrem a este serviço. E não por acaso, as organizações cada vez mais estão investindo em Treinamento e Desenvolvimento, através do Coaching, para alavancar o desenvolvimento de seus profissionais.

No levantamento feito com 250 empresas do Reino Unido, 80% disseram que estavam usando ou usaram Coaching, e outros 9% estavam planejando fazê-lo. Um estudo de 2009, realizado pelo Chartered Institute of Personnel Development confirmou que, mesmo durante a crise econômica, os treinamentos mantiveram-se aquecidos; e 7 entre 10 empresas pesquisadas relataram aumentar os investimentos ou manter seus programas de Coaching, mesmo neste período.

Há cinco anos, o Coaching estava presente em cerca de 75 países, agora está em cerca de 110. O Coaching tem crescido em todo mundo, por ser uma ferramenta que permite que os profissionais desenvolvam e alcancem alta performance  em suas carreiras e, com isso, maximizem seus resultados. É a diferença entre saber como fazer algo e realmente fazê-lo na prática.

Coaching no desenvolvimento de coaches internos

A partir do ponto de vista organizacional, a implantação da Cultura de Coaching é extremamente benéfica, uma vez que estes benefícios se mostram de forma sistêmica, fomentando de forma extraordinária a excelência nos resultados através de investimentos e do desenvolvimento contínuo do capital humano.  

A razão para a popularidade crescente do Coaching pode ser justificada em seu efeito ganha-ganha. O estudo do ILM descobriu que 95% das empresas que usaram Coaching disseram que, tanto o indivíduo que passou pelo processo, como a organização tem se beneficiado.

Ao treinar pessoas, este investimento, ano após ano, será revertido na melhoria no desempenho e na perfomance profissional e pessoal. Com isso, você terá Coaches Internos, profissionais preparados, mais engajados, motivados, trabalhando e contribuindo continuamente para ajudar os outros a terem um melhor desempenho também. Neste sentido, a implantação da Cultura de Coaching vai ser uma das características mais importante e um dos principais diferenciais das organizações de sucesso.