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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Liderança, feedback e motivação





Em 1927, o pesquisador Elton Mayo conduziu um estudo na Western Electric Company para determinar o impacto das condições de trabalho na produtividade dos funcionários. Mais especificamente ele mediu a relação entre a intensidade da iluminação e a eficiência dos operários, medida por meio da produção. Um grupo de observação trabalhava sob intensidade de luz variável, enquanto o grupo de controle tinha intensidade constante. Tanto no grupo experimental quanto no grupo de controle registrou-se aumento na produtividade. Então, a iluminação na sala experimental foi reduzida esperando-se uma queda na produção, mas o resultado foi o oposto: a produção na verdade aumentou. Os pesquisadores, um tanto confusos, não conseguiram provar a existência de qualquer relação simples entre a intensidade da iluminação e o ritmo da produção.  A conclusão, que ficou conhecida como Experiência de Hawthorne, foi que o aumento da produtividade não estava relacionado com a intensidade da luz, mas com a atenção que as funcionárias estavam recebendo ao participar do experimento.

Uma das maneiras mais efetivas que um líder tem para demonstrar atenção aos seus subordinados é através do processo de feedback. Esse conceito é muito discutido e teoricamente valorizado nas empresas, porém é raramente empregado de maneira eficiente. O que infelizmente acontece na maioria das empresas é que o processo de feedback ou de “performance reviews” são conduzidos de maneira burocrática simplesmente para se “cumprir tabela”. Os gestores estão normalmente tão sobrecarregados com suas tarefas do dia a dia que não conseguem enxergar a importância daquele momento para não somente ajudar no desenvolvimento de seus colaboradores, mas também para motivá-los a buscar a excelência em tudo que fazem e a permanecerem engajados.

Não tenho a pretensão aqui de ensinar ninguém a conduzir uma sessão de feedback (já existem centenas de manuais para isso), mas gostaria de postular três sugestões, mesmo que básicas e talvez óbvias, que são muitas vezes ignoradas.

•Nunca comente muitas questões em uma sessão de feedback. Ou seja, aqueles formulários padrão que pedem para você avaliar o funcionário em 1 milhão de quesitos só funcionam para cumprir tabela, pois a pessoa sai da sessão com uma série de “pontos de desenvolvimento” e simplesmente não consegue focar em nada. O resultado é quase sempre inócuo. Ao invés disso, separe um ou dois pontos fundamentais de desenvolvimento e se aprofunde nesses temas. Lembre-se de uma frase dos músicos de Jazz: “menos é mais”.

•Não realize outras atividades enquanto estiver dando o feedback, como ver seu e-mail, atender o telefone ou outras distrações, pois, ao fazer isso, a pessoa se sentirá desrespeitada. Parece óbvio, mas acontece o tempo todo. Encare a sessão de feedback como aquele momento de atenção totalmente focado na pessoa que está com você. 

•Não tenha medo de dar feedback negativo. Uma pesquisa conduzida por Ayelet Fishbach, da University of Chicago, e Stacey R. Finkelstein, da Columbia University, comprovou que as pessoas realmente ficam mais motivadas para persistir em um objetivo depois de terem recebido feedback, mas revelou que isso ocorre tanto para o feedback positivo quanto para o negativo. A questão fundamental aqui não é só o conteúdo, mas também a forma com que esse feedback negativo é passado. E talvez, mais importante ainda, é se lembrar de que críticas devem ser feitas de maneira privada.

Todo líder sabe que ter uma equipe motivada é fundamental para se atingir alta performance e como ficou claro na experiência de Hawthorne, a atenção que se dá a um funcionário é fundamental para motivá-lo. Portanto invista tempo e energia em dar feedbacks recorrentes e bem pensados para a sua equipe, pois esse investimento será gratamente recompensado.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

A A.R.T.E. de vender com as palavras





E, neste caso, não me refiro somente ao talento natural, ao popular “tino pela coisa”. Aqui, me utilizo de uma palavra bem conhecida na língua portuguesa para formar um acróstico cujas letras têm significado ainda mais importante para o mundo das vendas: A.ções, R.esultados, T.reinamento e E.stratégia


Um vendedor precisa ter A.R.T.E. para ter sucesso! E, neste caso, não me refiro somente ao talento natural, ao popular “tino pela coisa”. Aqui, me utilizo de uma palavra bem conhecida na língua portuguesa para formar um acróstico cujas letras têm significado ainda mais importante para o mundo das vendas: A.ções, R.esultados, T.reinamento e E.stratégia – sem estes fatores, é impossível sobreviver em uma profissão ingrata, que pode se tornar apenas provisória em nossas vidas.

Para falar um pouco mais sobre negociações, vou continuar citando alguns dos acrósticos - siglas que também fazem sentido se utilizadas como palavras em nosso idioma - que uso em meu método principal de treinamento de vendedores e líderes. E vou logo para o termo que move a minha vida e a de tantos outros: V.E.N.D.A.S., uma habilidade que envolve V.isão, E.ntendimento, N.egociação, D.esejo, A.tendimento e S.atisfação do cliente.

Particularmente, gosto de ensinar recorrendo aos acrósticos, pois são poderosos na memorização do conteúdo. A F.A.D.A. serve para criar um momento mágico antes de começar a vender, já que F.ato, A.rtefato, D.ica e A.preciação são pontos de abordagem com clientes. Usar F.atos sobre o cliente no começo de uma conversa é um bom recurso para criar sintonia e mostrar que está interessado por ele; ter um objeto ou A.rtefato como um brinde pode também desfazer barreiras; e dar. D.icas ou A.preciar seu clientes, seus familiares ou, ainda, alguma qualidade de algo na empresa ajuda muito.

Termo recorrente em Administração de Empresas, o M.B.A. também pode ser utilizado no ensinamento de técnicas de venda. O M.omento do B.enefício A.plicado é uma técnica que aplico para as pessoas falarem do benefício como aspecto principal na criação do interesse do cliente. É preciso pensar que os compradores não querem ouvir sobre características ou vantagens, estas não se relacionam a eles, mas, sim, sobre os produtos e serviços oferecidos. O benefício, sim, se relaciona à pessoa, a sua equipe e a sua empresa.

Para finalizar, vamos voltar ao D.N.A. para aprender como revelar o código genético da venda, um ponto culminante do meu workshop ou treinamento. O D.esejo N.unca A.parente é o lado do cliente que não iremos desvendar sem saber fazer as perguntas certas, é a resposta mais importante que ele nos dá, pois remete à motivação de compra, ao lado emocional ou intangível de um comprador ou negociador. A maior parte dos negócios desperdiçados se deve à falta de sintonia, de interesse, de conhecimento sobre a real necessidade do cliente, e também à falta de credibilidade e confiança.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Pesquisa aponta os 10 profissionais mais felizes em 2013


Entre os 10 cargos da lista, pelo menos três deles podem ser ocupados por administradores



Um estudo divulgado pelo site Career Bliss apontou quais as profissões que trazem mais felicidade para os profissionais. Mais de 65 mil profissionais americanos participaram e, de acordo com o ranking, aqueles que combinavam uma boa relação entre chefes e colegas, um ambiente profissional agradável, salário satisfatório, oportunidades de crescimento, além das tarefas diárias e controle sobre a própria agenda, tiveram notas mais altas.

Entre os 10 cargos da lista, pelo menos três deles podem ser ocupados por administradores. Representante de vendas sênior, Gerente de logística e Assistente administrativo executivo

1. Corretor de imóveis

Os corretores de imóveis lideram a lista de felicidade do Career Bliss. A combinação entre horários flexíveis, domínio da própria agenda, possibilidade de conhecer novas pessoas e recompensas financeiras é a razão provável para tanta satisfação. Taxa de felicidade: 4.26

2. Engenheiro de qualidade sênior

Com a missão de acompanhar todo o processo de desenvolvimento de um produto, esses profissionais passam o expediente fazendo testes e escrevendo relatórios, entre outras atribuições. Mesmo assim, os engenheiros de controle de qualidade de software americanos estão muito felizes com sua rotina de trabalho, obrigado. Principais motivos? A relação que mantém com os colegas de trabalho e a empresa para a qual trabalham. Taxa de felicidade: 4.23

3. Representante de vendas sênior

Atenção administradores. Essa é uma vaga que profissionais formados na área têm muitas chances de atuar. De acordo com o CareerBliss, nos EUA, a razão para tanto contentamento está relacionada ao domínio que estes profissionais têm sobre a própria agenda e as atividades que realizam diariamente.

Taxa de felicidade: 4.19

4. Superintendente de obras

Este profissional é responsável por controlar a rotina diária da construção imobiliária. É ele quem garante a segurança dos trabalhadores, produtividade e o cumprimento dos prazos. Trabalha em conjunto com o gerente de operações da construção – que também aparece no ranking.

Taxa de felicidade: 4.10

5. Desenvolvedor de aplicativos sênior

Os programadores de computadores ganharam uma nova função nos últimos anos: desenvolver aplicativos para dispositivos móveis, como celulares e smartphones. O programador se vale dos mesmos conceitos que usava há cinco anos com a diferença que a plataforma mudou, os serviços se sofisticaram e o conceito de interação usuário e dispositivo foi revolucionada. Taxa de felicidade: 4.08

6. Gerente de logística

Gerente de logística é outra função que administradores costumar atuar. É dele a tarefa de coordenar o planejamento da produção, estocagem, distribuição e o transporte de produtos, tendo em vistas os recursos da empresa, para atender aos prazos de entrega. No Brasil, tem sido muito demandado na indústria, no setor de construção e na área de exploração de petróleo. Taxa de felicidade: 4.07

7. Gerente de obras

Em conjunto com o superintendente de obras, o gerente tem a missão de coordenar a execução do projeto de construção. De acordo com o BLS, eles podem atuar desde os estágios iniciais de elaboração do projeto até o término da obra. Taxa de felicidade: 4.06

8. Assistente administrativo executivo

No Brasil, a carreira passou por uma revolução nos últimos anos. Os assistentes executivos devem ter fluência em, no mínimo, dois idiomas, além de diploma de ensino superior (de preferência em Administração). Taxa de felicidade: 4.04

9. Engenheiro de redes

O engenheiro de redes tem a missão de analisar a capacidade de atendimento da estrutura física do servidor e da estrutura de software para, com base nestas conclusões, determinar a rede física de servidores e roteadores, além de programas específicos para possibilitar o andamento do serviço online. Taxa de felicidade: 4.02

10. Assistente de controller

Ele reporta seu trabalho diretamente ao controller e tem a tarefa de verificar a rentabilidade dos projetos, acompanhar o fechamento financeiro e elaborar o planejamento da área de finanças da empresa. Taxa de felicidade: 4.02

Com informações da Exame.com