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segunda-feira, 5 de março de 2012

Quer ser um profissional criativo? Então, comece a pensar e a fazer perguntas

Especialistas em criatividade e inovação explicam que a base de novas ideias é o questionamento; pergunte-se como mudar as coisas

“O conhecimento está 'comoditizado'. Todo mundo recebe as mesmas informações e estuda as mesmas coisas”, analisa o consultor em criatividade e inovação Antônio Teixeira. A solução é começar a pensar fora da caixa, para se destacar nas organizações. Porém, embora esteja cada vez mais claro que as empresas precisam de profissionais inovadores e criativos, como desenvolver essas competências?

Primeiro, é importante saber que todos os seres humanos nascem com as mesmas capacidades de criação e inovação. O problema é quando chegam às escolas. “Todos nós nascemos com esse potencial, porém, conforme vamos crescendo, perdemos esse potencial, em função dos modelos mentais que nos são ensinados”, explica a especialista em criatividade e inovação Maria Inês Felippe.

Na prática, o fato de a maior parte dos modelos escolares darem preferência à “decoreba” e não ao desenvolvimento do pensamento faz com que as pessoas se tornem adultos limitados, que não conseguem expandir sua capacidade criativa. “Nós desaprendemos a usar a criatividade ao entrar na escola, porque o sistema educacional vigente prioriza muito mais a memorização do que o saber pensar”, analisa Teixeira.

Pense mais
E é justamente esse “saber pensar” a resposta para aqueles que gostariam de se tornar pessoas mais criativas e inovadoras, tanto no trabalho quanto em qualquer outra esfera da vida. Teixeira explica que o primeiro passo nesse caminho é se habituar a se questionar. “O questionamento é a fonte da criatividade e da inovação”, diz o especialista.

No trabalho, tente sempre pensar como fazer suas tarefas de outras formas, como ser mais produtivo, como fazer melhor e como ser mais rápido, sem afetar a qualidade. Pense sempre de quais maneiras você pode simplificar um processo. “Cada resposta que eu der para essas perguntas são novas ideias. É um processo criativo muito simples, ao qual o profissional só precisa se habituar”, diz Teixeira.

Mas lembre-se de que as ideias não podem ficar no papel. Os especialistas explicam que as ideias devem ser passadas adiante, evitando pensar que, se sua ideia fosse boa, alguém já teria sugerido, ou seja, a autocensura. Nem sempre é assim que as coisas funcionam e você pode estar segurando uma ideia que poderia revolucionar o trabalho da sua equipe, o processo de atendimento ao cliente ou o desenvolvimento de algum projeto.

De acordo com Teixeira, a criatividade é "a habilidade de criar algo". É ver a mesma coisa que seus pares estão vendo, mas enxergar algo diferente, antes deles. Para criar coisas novas e diferentes, o profissional precisa fazer perguntas constantemente. “O questionamento é o primeiro passo para uma melhora, uma ideia nova, um produto melhor”, finaliza Teixeira.


Fonte: www.administradores.com.br

sexta-feira, 2 de março de 2012

Saiba quais pensamentos devem ser evitados antes da entrevista de emprego

Para especialistas, controlar os pensamentos é importante para não aumentar ainda mais a ansiedade

A ansiedade no processo seletivo pode atrapalhar e muito os profissionais na hora de conseguir uma recolocação no mercado de trabalho ou no momento de buscar uma nova oportunidade.

O friozinho na barriga começa antes mesmo da entrevista. Algumas pessoas não conseguem nem dormir, outras são mais tranquilas e tentam não pensar no assunto, até o momento que saem de casa. É no trajeto até o local da empresa que os pensamentos vêm à tona, tantos os bons quanto os ruins.

Para a analista de treinamento do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios), Lizandra Sotter Bastos, o profissional deve evitar que isso aconteça. Ela explica que “ficar pensando em tudo ao mesmo tempo pode aumentar ainda mais a ansiedade”.

Já a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Ariadne Tomczak, ressalta que o candidato deve aproveitar este tempo para pensar em informações que podem ser úteis durante a entrevista. “Tente recordar o ano em que se formou e quanto tempo permaneceu nas últimas empresas. Informações como estas agilizam a entrevista”.

Frases que devem ser evitadas

Segundo as especialistas, entre os pensamentos que devem ser evitados estão:

Eu não posso cruzar os braços, não posso por a mão no bolso, não posso mexer no cabelo: evite pensar em gestos que não são indicados fazer durante a entrevista. Por causa do nervosismo, é comum que a pessoa faça justamente aquilo que ela não queria, porque fica gravado no inconsciente.

Eu não sou bom o suficiente para esta vaga: se o profissional foi chamado para participar do processo seletivo é porque o seu perfil profissional interessou à empresa. Nenhuma empresa quer em sua equipe uma pessoa com baixa autoestima.

Acho que esta empresa não está à minha altura: valorizar-se tem limite! Não se ache melhor do que os outros e nem mais competente. Avalie bem a sua trajetória profissional e suas competências, com certeza terá algo que precisa ser melhorado. A primeira, é a humildade, fundamental para se trabalhar nos dias de hoje.

Será que meu futuro gestor será tão ruim quanto o atual/anterior: não fique preso ao passado. Se o líder era ruim e o profissional ficar pensando em tudo que ele fez de errado, em algum momento da entrevista o candidato falará mal do chefe. Isso dará margens para que o recrutador pense que, no dia que ele sair da empresa, ele repetirá o mesmo ato.

Será que meu futuro gestor será tão bom quanto o atual/anterior: novamente, não se prenda ao passado. Lembre-se que novos líderes podem ensinar muito e acrescentar na carreira do profissional. Só pensar nas características positivas fará com que o candidato fale muito do seu atual chefe, isso pode revelar que a pessoa não se desvinculou e terá dificuldade de adaptação ao um novo líder, porque fará comparação a todo momento.

Só o salário já compensa mudar de emprego: a satisfação com o trabalho não depende só do salário. Quem é fisgado somente pelo dinheiro pode se arrepender, porque chegará um momento que o salário não será mais motivacional. Na hora de mudar de emprego, é fundamental pensar na oportunidade de crescimento e de aprendizado para carreira.

Hoje não era um bom dia para fazer entrevista: não importa a chuva, trânsito e mau-humor, se a pessoa se comprometeu em participar do processo, que faça isso da melhor maneira. Imprevistos acontecem, mas é importante saber seguir em frente.

O que importa é que a empresa é do lado de casa: apesar da comodidade e da qualidade de vida, é importante avaliar a proposta de emprego como um todo. Novamente, vale pensar na oportunidade que a empresa oferece, se é positiva para a carreira.


Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 1 de março de 2012

O que é melhor: fazer o que se gosta ou o que paga mais?

Em busca de um emprego que pague bem, profissionais buscam uma oportunidade que satisfaça suas necessidades e seus sonhos

Ao procurar uma oportunidade no mercado de trabalho, a maioria dos candidatos parte em busca de um sonho: o de conseguir um emprego que não apenas satisfaça profissionalmente, mas que também atenda às suas necessidades financeiras. Contudo, nem sempre atender a ambos o requisitos é possível, o que torna a procura ainda mais complicada.

E, se realizar esse desejo já é complicado demais, o que seria mais aconselhável, então? Fazer aquilo que se gosta ou escolher um emprego que pague um salário melhor?

De acordo com a consultora de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Karla Mara Alves de Oliveira, a resposta é nem um nem o outro.

“O profissional deve ser orientado a fazer o que gosta, buscando uma área que tenha uma remuneração mais adequada para suprir suas necessidades. Contudo, se isso não for possível e ele ganhar uma boa remuneração pelo que faz, o ideal é que o trabalhador procure enxergar suas atividades de uma maneira mais positiva”, diz Karla.


Consequências

E tanto esforço certamente tem uma razão de ser, afinal, trabalhar no que não se gosta pode trazer sérios riscos à saúde.

“Ao se fazer o que não se gosta, o trabalhador pode se tornar uma pessoa opressiva e infeliz”, esclarece Karla.

Além disso, não é apenas desse mal que um profissional pode sofrer. Segundo o consultor da De Bernt Entschev Human Capital, Julio Bonrruquer, por exemplo, ao optar exclusivamente pelo retorno financeiro e não pela satisfação profissional, o trabalhador pode se sujeitar a inúmeras doenças. “São muitas as pessoas que adoecem e que têm dinheiro, por exemplo”, diz Bonrruquer.

E é por essa razão que o especialista defende tanto que é preciso trabalhar no que se gosta. "Isto é importante, mas não se pode apenas viver de um sonho, pois, sem dinheiro, não se pode viver”, diz.

Como fazer
Para encontrar um meio termo, o profissional deve primeiramente se conhecer. Ou seja, saber exatamente do que gosta e em quais áreas ele possui mais competência.

“Ele precisa saber onde possui habilidade para se desenvolver mais e mais. Além disso, é importante que ele saiba também onde e como buscar um trabalho adequado ao seu perfil, tendo paciência para esperar o retorno mais apropriado, item este fundamental no processo”, esclarece Karla.

Bonrruquer dá outra recomendação. “Ao adquirir estabilidade financeira, é possível trabalhar com mais paixão naquilo que se gosta. Aquilo que fazemos com paixão sempre traz bons resultados, inclusive financeiros”, lembra.


Fonte: www.administradores.com.br