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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Conceito do fair play pode ser aplicado no ambiente de trabalho


Segundo especialistas, o conceito conhecido no meio esportivo deve ser seguido tanto pelas empresas como pelos profissionais



No ambiente esportivo, a expressão fair play é conhecida tanto pelos atletas, como pelos fãs de esportes. O fair play pode ser entendido como espírito esportivo, que abrange, além da ética, o respeito às regras, ao adversário, ao colega, entre outros. Mas, fora dos campos, o conceito pode ser aplicado no ambiente de trabalho?

Para a professora de Inovação e Competitividade Empresarial da Veris Faculdades e consultora na área de ética profissional e empresarial, Vera Lúcia Baroni, é possível aplicar o fair play dentro das empresas. “O fair play pode ser entendido em dois níveis: o formal e o informal. O primeiro está relacionado ao cumprimento das regras e o segundo aos valores morais”, explica.

Segundo a especialista, em ambos os níveis, ele deve ser aplicado tanto no ambiente empresarial como no de trabalho. Ela acredita que tanto as empresas como os colaboradores devem seguir normas. As empresas devem agir conforme as regras estabelecidas pela sociedade, enquanto os trabalhadores devem agir orientados pelos empregadores.

O fair play inclui ainda valores éticos e morais. “O fair play também é ética e respeito. É possível ser aplicado pelo fortalecimento do espírito de equipe, pelo respeito ao próximo”, diz.

Metas e pressão
Muitas vezes, dentro das organizações, o fair play pode ser quebrado pela pressão em atingir metas e resultados positivos. “É a mesma pressão que existe no esporte. A pressão por resultado, a qualquer custo, pode levar ao desrespeito e à falta de ética”, acrescenta Vera.

iStockPhoto



A mesma opinião é compartilhada pelo Master Coach e autor do livro “A Reinvenção do Profissional - Tendências Comportamentais do Profissional do Futuro”, Alexandre Prates. Para o especialista, muitas vezes, isso ocorre porque as pessoas, em vez de pensar no resultado da empresa, pensam somente no resultado pessoal.

Prates acredita que a competição dentro das empresas é saudável, já que estimula o crescimento tanto dos profissionais, como da organização. Mas para que a competição seja positiva, é necessário que as empresas tenham o que ele chama de cooperação sustentável.

“A competição deve ser regida por valores. Sem determinação dos valores, da ética, o que prevalece é uma competição desonesta. Com a cooperação, o profissional pensa nos outros, compartilha as estratégias. Você ganha, mas o outro não pode perder. Se a empresa não ganhar, o resultado não vale absolutamente nada”.

Crítica
O especialista acrescenta ainda que quando os atletas não seguem o conceito de fair play no esporte, eles são altamente criticados, já nas empresas, quando isso ocorre, muitas vezes não tem consequência. Isso acontece porque, no esporte, o conceito está amplamente divulgado e é conhecido por todos, enquanto nas empresas, a situação é oposta.

“Nós vemos reuniões para discutir resultados e metas, mas não sobre valores. Muitos líderes preferem manter um profissional que não coopera, mas atinge resultado. Isso é bom em curto prazo, mas a longo prazo pode acabar com uma equipe”, ressalta.

Como implantar o fair play
Para Prates, é possível implantar o fair play de algumas maneiras dentro das organizações. A primeira é conceituando os valores por meio de palestras e treinamentos A segunda é por meio de conversas individuais, nas quais o líder trabalha o conceito diretamente com o profissional.

Já a terceira é por estratégias de remuneração, em que o colaborador só é premiado se o grupo conseguiu atingir a meta. Ele afirma ainda que o gestor exerce papel fundamental, já que ele é o modelo. "Não adianta falar e agir de maneira anti-ética com os pares, com os outros líderes”, finaliza.


Fonte: www.administradores.com.br

Bajuladores são envolventes e habilidosos, mas não enganam, diz especialista


'Puxa-saquismo' desagrada colegas e chefia, que consideram o comportamento prejudicial à imagem da corporação


Habilidosos e envolventes, os profissionais que têm o hábito de bajular a chefia para conseguir regalias no trabalho estão, cada vez mais, perdendo espaço nas organizações. Para se ter uma ideia, nem mesmo os gestores têm tolerado este tipo de comportamento, considerando tal atitude nociva ao ambiente empresarial.

De acordo com o diretor executivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Marshal Raffa, 'puxar o saco' do chefe deixou de ser uma vantagem para se tornar um problema, afinal, ninguém gosta de dividir espaço com alguém de caráter duvidoso, que não se pode confiar. “A própria liderança não aprova este tipo de profissional, pois eles tendem a comprometer a imagem da chefia e da empresa também”, diz.

Não raro, ainda é possível encontrar um ou outro gestor que mantenha tais profissionais na empresa, mas isto só ocorre para fins estratégicos. “A chefia pode aproveitar as características de um trabalhador com este perfil para tentar coletar informações estratégicas na empresa. Contudo, cedo ou tarde, o mesmo acaba sendo eliminado da equipe por seu comportamento”, informa Raffa.

O 'puxa-saco'
Para saber se o seu colega de trabalho se enquadra no perfil dos 'puxa-sacos de plantão' basta ficar atento às características do mesmo. Normalmente, este tipo de profissional possui o hábito de manipular os colegas de trabalho, bem como as informações que circulam nos bastidores de uma organização.

“Nas reuniões, por exemplo, ele jamais apresenta uma opinião própria ou ousa discordar da chefia – mesmo se o gestor agir de forma inadequada”, informa Raffa.

Além disso, é deste trabalhador o mérito pelo famoso leva e trás dentro das empresas e pela habilidade de se promover por meio de seu relacionamento com a direção. “Ele está sempre a postos esperando uma oportunidade de aparecer e tecer elogios desnecessários para agradar alguém de seu interesse”, diz a consultora de etiqueta corporativa e marketing pessoal, Ligia Marques.

A visão da equipe
A visão de uma equipe sobre este profissional não costuma ser das melhores. Como o mesmo não se mostra confiável e tende a revelar tudo à chefia, os colegas costumam se afastar e não deixam a desejar quando o assunto nos corredores é o tal bajulador.

“Ele é avaliado como o chato da vez. A situação se agrava ainda mais quando o 'puxa-saco' apresenta uma grande competência profissional. Aí sim, as crises dentro da empresa são garantidas”, diz Ligia.

Percepção da chefia
Vale lembrar que nem sempre ser habilidoso e envolvente pode ser garantia de sucesso em uma empresa, afinal, tais características ainda são encaradas de modo negativo no ambiente de trabalho. “Às vezes ele até consegue mostrar para a liderança que traz muitos resultados à organização, mas com o passar do tempo a máscara que o protege cai e ele é descartado”, diz Raffa.

Por esta razão, um gestor tende a colocar o profissional que apresenta este perfil em um segundo plano – mesmo apesar dos esforços do trabalhador ao elogiá-lo. “Todo exagero é mal visto e compromete a carreira. Os colegas mais próximos podem aconselhar o trabalhador a ser mais discreto em nome de seu próprio progresso profissional”, diz Ligia.

Entretanto, se nada disso adiantar, a dica é que o próprio gestor tome as rédeas da situação e esclareça o quão nocivo este comportamento pode vir a ser. “A conversa precisa ser franca para mostrar que aquele tipo de comportamento prejudica a imagem do funcionário perante ao grupo, ao gestor e à empresa”, conclui Raffa.


Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Antes de reclamar com chefe sobre colega de trabalho, avalie bem a situação


Em determinados casos, não se manifestar pode parecer que você está compactuando com a atitude inadequada



Saber trabalhar bem em equipe é uma das habilidades mais valorizadas no ambiente corporativo. Gerar conflitos interpessoais no mundo profissional sempre foi uma questão delicada, mas e se, por exemplo, o(a) colega de trabalho fica o dia todo navegando em redes sociais ou no telefone discutindo com a(o) namorada(o), você deve falar com o chefe e correr o risco de ser taxado de fofoqueiro ou é preferível não se manifestar?

A resposta para essa questão, assim como para muitas outras tão delicadas quanto, é depende. Se, por um lado, ninguém quer passar por delator, dependendo do que estiver ocorrendo, ficar quieto será ainda pior para sua imagem, já que pode parecer que você está compactuando com a situação.

A sugestão da coach e consultora de gestão de carreira e imagem Waleska Farias é que o profissional seja o mais criterioso possível ao avaliar a situação. A primeira pergunta que ele deve fazer para si mesmo é: o comportamento do meu colega está efetivamente atrapalhando o desempenho da equipe e, consequentemente, a entrega e qualidade do trabalho?

Mesmo que a resposta seja positiva, Waleska recomenda que o profissional tente algumas alternativas antes de se dirigir ao superior. O comportamento mais indicado é abordar o assunto, de maneira genérica, em reuniões com os componentes da equipe. Perceba que desta forma você não se indispõe com ninguém e pode resolver o problema rapidamente.

No entanto, se você levantou o assunto, mas seu colega não entendeu que o recado era para ele e continua insistindo no comportamento inadequado, prefira conversar diretamente com ele ainda antes de recorrer ao chefe. “É uma atitude mais simpática, digna e mostra que você está dando uma oportunidade para seu colega”, pondera Waleska. Lembre-se de que o trabalho é em equipe, ou seja, é mais coerente tentar resolver sem a participação do superior.

A reclamação realmente faz sentido?
Os problemas que podem ocorrer no ambiente de trabalho são inúmeros, mas a sugestão que deve ser levada em consideração, independentemente do que for, é avaliar bem a reclamação que se pretende fazer. Isso quer dizer basicamente que o profissional tem de ter muito cuidado, ao julgar o comportamento do colega.

Waleska cita casos em que colaboradores são vistos pelos seus pares como antipáticos e que não querem colaborar com a equipe, mas na realidade são apenas pessoas tímidas e introspectivas que se preocupam, sim, com o desempenho da equipe. Muitos julgamentos são baseados em fofocas e comentários gerais que nem sempre correspondem à verdade.

Mas, se você checou e está certo de que a atitude do seu colega não está correta, faça as seguintes perguntas: por que eu quero falar daquele profissional? O comportamento inadequado é constante? E, o mais importante, o desempenho da equipe está realmente sendo afetado?

Lembre-se de que certos comportamentos podem afetar de diversas maneiras a equipe. Por exemplo, é imprescindível tomar uma atitude, se seu colega de trabalho passa o dia todo no telefone, tratando de assuntos pessoais, ou em redes sociais, e, por conta disso, não consegue terminar o trabalho em tempo hábil, fazendo com que seu chefe, para compensar, acabe passando mais trabalho para você.

Vale destacar que, seja por medo de se comprometer, seja por medo de gerar conflitos, muitas pessoas preferem assumir a sobrecarga de trabalho, porém, Waleska alerta: “essa não é uma atitude profissional”. Ser omisso é um traço de personalidade que as empresas não valorizam, já que mostra que o profissional é inseguro e não tem coragem de se impor.

Fonte: www.administradores.com.br